Labiatas – a família curandeira (parte 1 de 4)

Alecrim, Lavanda, Hortelã, Patchouli… o que será que essas plantinhas têm em comum?

Na família das labiatas, ou lamiáceas, todas as espécies possuem algum poder curativo. Isso é um fenômeno que só acontece com as labiatas!!! Essa singularidade traz uma sintonia entre nós e elas maior talvez que com outras plantas. Sua área de atuação está entre a respiração e a digestão, atuando também na organização do eu, ajudando nas mais diversas fraquezas e descontroles interiores. As Labiatas são chamadas de “plantas do calor”. Têm predileção pelo Mediterrâneo e evitam regiões frias. Gostam de habitats livres, abertos, declives secos e montanhas ensolaradas. Preferem zonas de clima médio, por isso, evitam também a floresta tropical. Florescem geralmente no verão, e a colheita é feita durante o período mais quente do dia, quando apresentam maior quantidade de óleos essenciais.

A função dos óleos essenciais nas plantas são diversas, mas podemos destacar as de proteção e reprodução. As flores quando liberam suas partículas de óleos essenciais, nos fazem sentir um aroma agradável que servirá de atração para certos insetos que irão ajudar na polinização delas visando a perpetuação de suas espécies. Interessante notar que cada aroma de flor possui misturas específicas para atrair determinadas espécies de polinizadores. As Labiatas costumam atrair abelhas, vespas, borboletas, besouros, moscas e pássaros. O inseto, ao perceber a pluma odorífera desprendida pelas flores, sabe que ali terá alimento: o néctar, resinas e óleos. Algumas plantinhas quando percebem que há perigo à vista, liberam sinais químicos (óleos essenciais) para avisar animais como insetos e pássaros que estão sendo ameaçadas ou mesmo atacadas. Esses animais entendem como um aviso de que há comida próxima ou um local de ovoposição, e acabam por socorrer as plantas. Esta é a ação predatória de impedir os predadores herbívoros. Curioso perceber que muitos óleos essenciais são usados como repelentes de insetos.

E por aí vai… As labiatas têm uma capacidade muito grande de se adaptarem a lugares novos, climas, temperaturas, solos, etc., sendo por isso as que mais desenvolvem quimiotipos e têm a capacidade de serem imunoestimulantes. Outra característica em comum dessa família é a capacidade de aquecer e estimular o metabolismo.

É muito interessante saber que podemos associar as características das plantas da família das Labiatas com as propriedades que vamos encontrar nos óleos essenciais dessas mesmas plantas. Vamos reparar que elas possuem funções terapêuticas em comum. Conforme vamos “afunilando” mais, passando de família para gênero, espécie e subespécie, as propriedades vão se tornando cada vez mais semelhantes. As Labiatas compreendem aproximadamente 258 gêneros e 3.200 espécies. No Brasil existem cerca de 23 gêneros e 232 espécies nativas. Curiosamente, a palavra “labiata” vem de “lábios”, devido ao formato geral das pétalas.

Texto preparado por Giseli Fernandes, estudiosa sobre óleos essenciais, óleos vegetais e produtos naturais terapêuticos. Publicado no site da Phytoterápica.

Na continuação deste artigo, alguns exemplos de plantas labiatas importantes no uso da aromaterapia:
Labiatas – parte 2 de 4
Labiatas – parte 3 de 4
Labiatas – parte 4 de 4

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